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Elizabeth concede entrevista à UNCSA

Elizabeth concedeu à faculdade em que estudou, a University of North Carolina School of the Arts (UNCSA), uma entrevista onde fala sobre sua formação acadêmica e como isso a preparou e ajudou no mercado de trabalho.

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Um sucesso “da noite para o dia”, cinco anos de preparo

Durante um dos seus primeiros dias de ensaio na série de sucesso da ABC, Once Upon a Time, um assistente do diretor foi conversar com Elizabeth Lail (HS 10′, 14′) – que estrelou a quarta temporada como a impulsiva Princesa Anna de Frozen, da Disney – carregando uma arma medieval.

“Você alguma vez pegou em uma espada?” ele perguntou.

“Tá brincando?” Lail se lembra de pensar. “Passei os últimos três anos me preparando para esse exato momento!”

Como muitos estudantes de artes cênicas da University of North Carolina School of the Arts, Lail deu várias facadas, socos e caiu várias vezes em dezenas de horas nas aulas de combate do aclamado diretor de lutas e coreógrafo Dale Anthony Girard. Lail, como muitos alunos das artes cênicas, tem um certificado da Society of American Fight Directors (SAFD) em combate desarmado, faca, espada, florete e adaga.

Podemos dizer que a princesa sabe usar uma arma letal.

Muito antes dela lutar com Rainhas da Neve na cidade fictícia de Storybrooke, Lail era uma garota normal crescendo em Asheboro, na Carolina do Norte. Como outras garotinhas, ela se fantasiava de Belle e Jasmine, sem nunca imaginar que um dia ela interpretaria uma princesa da Disney de verdade – sem contar um fenômeno mundial da cultura pop – na TV aberta.

“É meio que um choque quando seus sonhos viram realidade,” Lail diz, que conseguiu o papel em Once Upon a Time menos de dois meses depois de se formar na UNCSA. “Gostaria que tivesse algum truque mágico que pudesse compartilhar – ‘É assim que você consegue um emprego!’ As estrelas tem que estar alinhadas. Uma pessoa acreditar em você é só o que precisa, daí seu mundo todo muda.”

Antes de Once Upon a Time começar as gravações no verão de 2014, Lail nunca havia estado num set de televisão antes. Mas isso não significa que ela se sentiu despreparada.

“Eu não sabia nada sobre a logística de trabalhar num set de TV, mas sabia que podia atuar,” diz Lail. “Isso eu aprendi na UNCSA.”

Lail ficou sabendo da UNCSA por um amigo que participou do programa de artês cênicas para formandos do Ensino Médio. Já atriz no Ensino Médio e participando de produções em peças locais, Lail se inscreveu no programa intensivo de verão da UNCSA logo no verão seguinte. Cinco semanas depois, ela conseguiu a vaga.

“Me apaixonei pelo espírito da faculdade,” diz Lail. “Cresci numa cidade pequena, então foi a minha primeira vez participando de uma verdadeira comunidade artística, rodeada por pessoas que queriam construir coisas e estavam animados com o que a arte pode fazer no mundo.”

Depois do verão transformador em Winstom-Salem, Lail se inscreveu no programa de com duração de um ano para o Ensino Médio. E quando chegou a hora de escolher a faculdade, Lail diz que “foi óbvio” escolher o curso nacionalmente respeitado de artes cênicas da UNCSA. “Havia encontrado a minha casa e gostaria de ficar,” ela diz.

Foi nesse ambiente amigável, rigoroso e inspirador que Lail conheceu a professora que é mais chegada, a assistente do Reitor de Artes Cênicas, Mary Irwin. A especialidade de Irwin é voz, discurso e Shakespeare, e ela ensina um método de voz que aprendeu em primeira mão com Kristin Linklater, autora de ‘Freeing the Natural Voice’.

“Mary Irwin é a minha pessoa favorita no mundo todo, e para mim, voz é a base do meu método de atuação,” Lail diz. “O trabalho com a voz se trata sobre descobrir a verdadeira voz dentro de você, mas que é travada por tensões e medos acumulados ao longo da vida.”

Lail jamais vai esquecer o momento na aula de Irwin sobre Shakespeare quando sua verdadeira voz – não sua “voz de atriz”, mas sua voz autêntica – finalmente apareceu.

“Estava trabalhando em um monólogo de ‘A Winter’s Tale’,” Lail lembra. “E eu me transformei na Paulina, por que eu sabia da base do trabalho de voz e meu coração estava aberto à isso. Só essas duas coisas – eu já vi isso dar certo várias vezes – podem fazer atores irem além do que pensam ser capazes.”

Mesmo que Winstom-Salem seja longe do centro de entretenimento de Nova York e Los Angeles, UNCSA está no radar da indústria e agentes. Lail conheceu seu atual empresário quando ele visitou o campus para ver simulações de testes. Ela conseguiu seu agente depois de viajar pra Los Angeles para o anual Senior Showcase, uma chance dos representantes do ramo de conhecerem os jovens atores e cineastas da UNCSA.

Mesmo com seu sucesso aparentemente dado da noite para o dia, Lail diz a transição de aluna para profissional não foi fácil no início. Seus primeiros testes em New York eram francamente “assustadores”.

“UNCSA é um espaço tão seguro para um ator, onde está tudo bem falhar”, diz Lail. “New York parece ser o contrário – errar te faz perder o emprego. Para evitar ser apedrejada durante os tentes, tive que ser muito pró-ativa sobre lembrar do meu trabalho com voz e a como relaxar. Sua mente como ator é tão importante quanto o seu talento.”

O que quer que Lail esteja fazendo parece estar funcionando bem. Depois que terminou Once Upon a Time, Lail conseguiu um papel em Videosyncracy, uma futura série da HBO de David Fincher, aclamado diretor de Clube da Luta, A Rede Social e Garota Exemplar.

Situado em Los Angeles de 1980, a série explora a nascente época dos vídeo clipes, onde o próprio Fincher começou a carreira, dirigindo vídeos memoráveis de Madonna (“Vogue”) e Michael Jackson (“Who Is It”). A personagem de Lail trabalha no figurino, mas sonha de se tornar uma estrela do rock.

“Eu não me considero uma cantora da Broadway de forma alguma, mas na UNCSA, você é forçado a tentar tudo e sair de sua zona de conforto”, diz Lail, que teve que cantar várias vezes durante os testes. “Eu posso lembrar das minhas aulas de canto e ver como elas me ajudaram a ganhar a confiança para conseguir esse papel, que é bem espetacular.”

Lail sabe que ela é bastante sortuda e fica encantada com a gratidão das pessoas que ajudaram a prepará-la para este momento. Mais do que a fama ou recompensas financeiras, Lail diz que as pessoas em sua vida que são mais importantes.

“A melhor coisa, de forma absoluta, na UNCSA são as pessoas”, Lail diz. “Você cria uma família em conjunto. As relações incríveis que formei na faculdade e os novos amigos que fiz no trabalho são o que me trazem alegria e que me fazem a querer continuar ser atriz.”

Touché, princesa.

Tradução e adaptação por Elizabeth Lail Brasil – Não reproduza sem os créditos!

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